quarta-feira, 30 de novembro de 2011

é assim ó...

uma coisa muito séria me intrigou esses dias.

Aquela era a ultima aula. Cada grupo teve a oportunidade de se autoavaliar durante as ultimas 3 aulas que foram ministradas pelos proprios alunos.
Como sempre, a pergunta de praxe para todos:
 - Fulano, uma nota de 0 a 10 para seu desempenho nessas aulas?

E assim foi para todo mundo.
E as respostas, como sempre muito sinceras e reveladoras demuitas verdades escondidas ou mentiras disfarçadas, SEMPRE gira em torno de:
 - A minha nota? Uai professora...eu participei de todas as aulas. Nao fiz isso...nem aquilo....mas meu empenho foi muito bom. Eu aprendi muitas coisas, fui surpreendido por isso e por aquilo. Mas me esforcei.

Nesse momento, como num congelamento de cena num filme, eu pensei:
QUANTO VALE SEU ESFORÇO?
COMO VOCE PODE MEDI-LO?
VOCÊ CONSEGUE QUANTIFICÁ-LO?

Mas logo depois vinha a conclusão daquela resposta:
 - Eu me dou 8,5
 - 9
 - 8

PARA!
Como assim? Tem alguma coisa errada.
O mesmo discurso prevalece sempre : " a gente sempre pode melhorar. Temos sempre que buscar nos aperfeiçoar...nunca estará o bastante suficiente, senao tem alguma coisa errada."

SERÁ?

Eu entendo que esse tipo de avaliação é importante e necessária, nos faz perceber o quanto estamos empenhados e motivados a continuar. Mas, me parece contraditório.

Se esforço é resultado daquilo que voce faz + as consequências disso, basicamente falando.

O que você consegue quantificar em termos de aprendizagem e conhecimento, para falar que nao foi bom o suficiente dentro daquilo que você foi capaz de fazer?
Nao entro em meritos de capacidade máxima, mas simplesmente o que foi feito.

Tudo tem o seu devido valor, mas nessas horas o que se faz tem o demérito do que deveria ter sido feito.

Nao tenho uma conclusao pra isso.
Foi só um pensamento....

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

e quando a tempestade passar.....

quando a revolta nos cerca, nada melhor do que po-la pra fora

estas ai um grande problema. como colocar pra fora?
se coloco pra fora, falo verdades feitas de mentiras, explodo e cuspo fogo, saio abrindo a boca igual um dinossauro querendo que todo mundo me entenda e querendo ainda que o mundo inteiro caiba numa mordida e mais....querendo consolo!

mas nada disso basta!

nada melhor do que o tempo pra curar algumas coisas na vida. quiçá, curar tudo mesmo.

coisas que me incomodavam nao me incomodam mais...
coisas que nao me incomodavam passaram e me incomodar
coisas passaram a existir
algumas desapareceram
outras andam nem sei por onde...

daqui a pouco essa tempestade passa e vem outra
e as coisas que foram voltam
as que estavam vao embora
as que desapareceram se encontram
e outras ainda continuam perdidas....

domingo, 13 de novembro de 2011


a santa do pau oco está de volta
cheia de hipocrisia, contando falsas verdades, transbordando mentiras....

nao...eu nao quero convencer-te disso ou aquilo,
sou diferente, mas sou a mesma e ao mesmo tempo sou a mesma, mas sou diferente.
dá pra notar a sutileza?

sutileza que busco pra me encontrar em meio a tanta loucura,
nesse complexo paradoxo de mudança e mesmice.

como é dificil aceitar mudanças.
principalmente quando elas nao nos agradam e nos agarramos ao nosso conforto de continuar do jeito que sempre foi.

e quem disse que seria facil?
essa é uma das frases mais batidas de todos os tempo, mas é a pergunta que me faço todo dia e tento acreditar nela piamente, fazendo dela minha maior verdade...

mas será que realmente é tao dificil assim?

até quando eu agrado a mim mesma a ponto de que as outras pessoas nao possam ficar satisfeitas com isso?

é tao dificil aceitar que nao temos controle sobre as pessoas e que mesmo com as mudanças a terra continua rodando. mas quem pode afirmar que aquilo era mentira, uma falsidade, apenas mais uma encenação?
nao...eu nao consigo me sustentar 100% a ponto de me conter a apenas uma imagem.

desabafo e faço um laço nao dando um ponto final nessa historia.
afinal de contas, o tempo continua passando e o mundo girando....